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UNIDOS EM ORAÇÃO COM MARIA!
Vivendo a vida do Ressuscitado!
CAROS AMIGOS:
"QUE A GRAÇA E A PAZ DE CRISTO JESUS NOSSO SENHOR, E A TERNURA DE MARIA
ESTEJAM CONVOSCO E COM OS VOSSOS"!
“Não é verdade que Cristo ressuscitou, porque se não, os cristãos teriam
outra face!” Dizia Friedrich Nietzsche um
filósofo ateu.
Com esta afirmação, podemos concluir uma verdade, a experiência de
ressurreição é a transfiguração da nossa face.
Mas o que é a
Ressurreição?
A ressurreição é o centro
da nossa fé. São Paulo diz: “Se Cristo não ressuscitou, vã é a vossa
palavra e vazia é a vossa fé”! (1ª Cor. 15, 14), e na carta aos
Filipenses 3, 10 São Paulo apresenta a ressurreição como princípio e fim
da vida cristã e diz :”Para que eu possa conhecer a potência da sua
ressurreição, considerei tudo como esterco”. Assim esta potência, que em
grego é a palavra “dinames”, faz com que Paulo veja a ressurreição como
princípio e fim da vida cristã. Pela força desta potência Paulo enfrenta
todas as dificuldades, todas as perseguições, com a esperança de vencer
também a morte, porque cristo ressuscitou.
Com isto quero dizer que
cada um de nós, neste dia de páscoa, é chamado a fazer a experiência da
“dinames cristã”, do poder da ressurreição, pois é esta experiência que
nos da forças para fazermos o mesmo caminho de Cristo rumo à cruz, para
depois com ele ressuscitarmos.
A ressurreição na
linguagem paulina é o princípio e fim da vida cristã, é o que impulsiona
o nosso coração a vivermos na seqüela do Senhor, com os olhos na vida
eterna.
Aos olhos humanos
a ressurreição, que em grego é “Anastasys”, não é algo fácil de
entender, na verdade, só é possível a sua compreensão pela fé, aos olhos
humanos é até ilógica, por isso que os espíritas negando a ressurreição,
propagam a heresia da re-encarnação, e com isto negam a misericórdia de
Deus, negam a o sangue derramado de Cristo na Cruz capaz de remir os
pecados de quem o aceita, negam a possibilidade de adquirirem uma nova
vida, e um corpo semelhante ao Dele ressuscitado, acham que por suas
próprias forças alcançaram o reino de dos céus.
Para nós é difícil
compreender a ressurreição, pois falamos de uma realidade que conhecemos
apenas pela fé, pelo ensino da Igreja, por meio da pregação e da
experiência dos apóstolos, deixado no NT, mas nesta compreensão da
realidade sagrada, não estamos sozinhos, pois nos relatos da
ressurreição, vemos que também os discípulos não compreendiam, e não
conheciam o ressuscitado.
Gosto muito da definição dos apóstolos, que a certo momento definiram o
seu apostolado e missão, (e entenderam o seu carisma), para serem
“testemunhas da ressurreição!” como lemos em Atos 1, 22; para eles
também no início foi algo difícil, diria até incrível de se crer, e por
isso, quando Jesus aparecia não criam, mas entenderam o seu chamado
missionário de testemunhar a ressurreição.
Mas no que consiste a
ressurreição?
Os teólogos afirmam que a
ressurreição é corpórea, como é a morte, o sepulcro está vazio, e por
isso ressuscitou, mas não é uma animação de cadáver como aconteceu com
Lazaro, teologicamente a ressurreição é a passagem para a condição
definitiva de Filho de Deus, não é um tornar a vida precedente, e nem
voltar a viver uma outra vida aqui na terra com um outro corpo como
este, como prega a filosofia pagã espírita, mas é então tomar a matéria
corpórea semelhante à do Filho de Deus, em conformidade com o seu corpo
ressuscitado.
Mas o que é a
ressurreição no sentido mais estrito? Para Paulo a ressurreição é “Estar
para sempre com Ele” (1ª Tes. 4, 17), estar em companhia em relação, em
comunhão definitiva com o Pai, é o contrário da morte que é ruptura,
isto porque a nossa vida está escondida em Cristo, (Col. 3, 3), porque
agora neste corpo terreno esta realidade ainda não aparece, mas
aparecerá em sua plenitude quando estivermos totalmente imersos nele.
Quero dizer caros
irmãos que embora possamos estar passando por momentos difíceis, por
tristezas, pela dor de um filho preso, pela dor do
adultério, pela dor de ver a divisão do lar, o pai e a mãe cada um para
o seu lado, pela dor física, pela doença, pela crise financeira, por
estar sem emprego, somos convidados pela festa da páscoa, a passarmos
não só da vida de pecado à graça, mas da tristeza, da angustia e
depressão, à esperança da felicidade que nos espera, encorajados assim a
lutar com a “dínames de Deus”, com a força da ressurreição, com a força
do amor de Deus, que é a força da potência de seu amor, que doa a nova
vida, o seu Espírito, para continuarmos e vivermos já aqui na terra a
vida de ressuscitados.
Assim, somos convidados a
fazermos a experiência da ressurreição de Cristo na nossa vida, para nos
transfigurar nele já nesta vida, para sermos o sorriso de Deus a todos
que encontrarmos, a vivermos já com Ele, para termos a esperança no
nosso coração, sabendo que tudo está nas mãos de Deus, por isso é mister
saber que entender a paixão e a cruz, é o meio para entendermos a
ressurreição, e mergulharmos nela, pois sem cruz, não há ressurreição.
E esta experiência de
ressurreição hoje é possível para nós, se abrimos o nosso coração, e
damos a nossa adesão à palavra hoje anunciada, pois a palavra, que é a
própria palavra de Deus, o Verbo feito carne, esta palavra é a “dínames
de Deus”, o seu poder, pois no anuncio da palavra está à própria
potencia de Deus, a força que já pode nos ressuscitar e abrir-nos a uma
nova vida, uma nova esperança.
Depois de termos visto na
Quinta-feira Santa, o lava-pés – onde o Senhor nos ensina a servir -, a
agonia de Jesus, a sua entrega e morte na Sexta-feira
Santa – onde o
Senhor nos ensina a morrermos para nós mesmos -, e no
Sábado, vivemos o
grande silêncio – o silêncio de Deus também em nossas vidas -, e a
descida de Jesus aos inferis, agora vemos o sepulcro vazio, mas em João
o sepulcro deve ser entendido com o quarto nupcial onde a mãe terra
acolhe o esposo, e deste seio que acolhe o verbo de Deus, surge nele no
silêncio da dor, a aparente vitória do mal, a humanidade nova gerada, a
nova esperança, a ressurreição.
È belo notar também que
João quando escreve sua narração da ressurreição, ela nada mais é que
sua própria experiência, ele sabia que era a ultima testemunha ocular da
ressurreição, pois todos os outros apóstolos já estavam mortos, ele era
o mais novo dos apóstolos, e este é um dado importante, porque ele
elabora e narra os fatos da ressurreição, com a fé de quem viveu tudo de
perto, para aqueles que sem haverem visto, possam crer na sua palavra,
se notamos no evangelho de hoje (Jo. 20, 1-9), podemos perceber que,
João após ver o sepulcro vazio, creu sem ter visto, e esta é a
experiência que também nós devemos fazer. João não viu a ressurreição,
mas a viu pelos seus sinais deixados.
O sepulcro está
vazio ainda hoje, e este é o sentido de muitos irem a Jerusalém em
peregrinação, espero ardentemente um dia também ir até lá e também dizer
em comunhão com toda a cristandade: “Ele não está aqui”!
Ao sepulcro iremos todos
nós, mas apenas Cristo venceu a morte, e este sinal vemos por meio do
sepulcro vazio.
Devemos então entrar no
sepulcro vazio, para viver uma vida livre, ressuscitada, entrar no
sepulcro vazio do nosso coração, e lá encontrarmos a ressurreição.
Sabemos que não
basta dizer que o sepulcro é vazio, é necessário fazer a experiência da
ressurreição e do ressuscitado em nossa vida, é necessário fazer o
caminho para encontrarmo-lo.
Mas o encontro com o
ressuscitado não é algo difícil, se fosse o Senhor não teria nos deixado
esta possibilidade, porque ele por primeiro sabe que nós somos
especialistas em complicar as coisas.
Encontrar com o
ressuscitado quer dizer ressuscitar também.
Se você se encontra com
uma tocha de fogo, você queima, se você se encontra em um rio de água,
você se molha, se você se encontra com Cristo, você deve também
ressuscitar para uma nova vida, porque você recebe o dom do Espírito.
No primeiro dia da
semana, a luz entra nas trevas, da mesma forma que no primeiro dia da
criação, Deus criou a luz que dissipou as trevas e a ordenou, agora com
a ressurreição, Deus entra dando a vida nova ao homem, criando o novo
dia da salvação.
Maria Madalena que estava
aos pés da cruz, nós a encontramos no jardim a aurora do novo dia da
criação, embora a terra estava ainda nas trevas, ela vê algo, vê os
panos de linho, a pedra removida, mas não O encontra, está então nas
trevas, embora queria ver a luz.
Maria esperava a primeira
luz do dia para encontrar o corpo de Jesus, Ela estava ali porque O
amava, porque tinha no seu coração o desejo profundo de ir ao encontro
do seu Senhor, tinha não só a dor no coração, mas a gratidão de ter
vivido com Ele.
Chegando lá sofre pela
frustração de ver o túmulo, o sepulcro vazio, e o que deveria ser motivo
de alegria, se torna tristeza, porque Ela não tinha o olhar da fé. De
uma realidade que era sinal de vida, é interpretado por Ela, como sinal
de morte, e Isto também nos diz muitos, pois quantas coisas na nossa
vida, quantos sinais de cumprimento da promessa de Deus, no momento da
dor, da tristeza, da frustração, para nós são interpretados como sinais
de morte!
Maria pensava que tinham
roubado o corpo do Mestre, e a causa desta afirmação surge à procura, e
Ela vai avisar os discípulos.
João chega primeiro, por
ser o mais jovem, corria mais rápido que Pedro que era mais velho, mas
na verdade corre mais rápido porque amava, por isso chega primeiro, mas
aqui vemos que o verdadeiro primado é o do amor, e porque ama, espera
Pedro que era o primeiro entre os irmãos, não entrou sozinho, isto para
dizer que o maior amor é esperar o outro, esperar para caminhar juntos.
Pedro, chegando lá
constata que o corpo não estava lá, constata que o sepulcro estava
vazio, mas não consegue dar um passo de fé, não consegue com que todas
as promessas feitas por Jesus antes de sua morte, caíssem em seu
coração, não consegue, porque ainda não amava.
Ambos vêem os panos de
linho que estavam enrolados no corpo, mas agora caídos no chão, e isto
era a prova que o corpo não podia ser roubado, pois estavam ali, mas a
descrença foi maior.
João vendo as mesmas
coisas que Pedro, constata a ressurreição, porque amava.
Irmãos percebam
que belo, o amor tem a capacidade de dar-nos o olhar de Deus, de dar-nos
a capacidade de olhar as realidades que estão ao nosso redor, com os
olhos de Deus.
João reconheceu a
ressurreição porque amava, um exemplo disto é: “Se amamos uma pessoa,
nós a entendemos, e se ela faz algo que para outros é um erro, ou ruim,
nós a enxergamos em outra óptica, com outro olhar”.
João reconheceu a
ressurreição porque o amava, e quem ama O encontra sempre, e basta pouco
para interpretar os sinais que ele nos dá. A fé é então ver, olhar com
amor e como conseqüência entender.
Para quem ama basta ver o
sinal e nele encontra a pessoa amada, assim o elemento fundamental para
entender a ressurreição, como também para entender uma pessoa é amar.
Irmãos não quero fazer
tanta reflexão teológico sobre a ressurreição, porque não sou capaz para
isso, mas quero apenas terminar esta reflexão dizendo que se desejamos
viver a vida de ressuscitados, o caminho é apenas um: “amar”, acolher o
outro, porque se amamos vivemos a vida de ressuscitados, se não amamos
vivemos a morte, sinal que ainda não ressuscitamos, e se não amamos, não
o encontraremos; esta é a chave também para entendermos toda a Sagrada
Escritura.
Quem ama entende!
Uma feliz páscoa a todos!!!
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