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CATEQUESE SOBRE A ORAÇÃO - Nº. 2
CAROS
AMIGOS:
"QUE
A
GRAÇA
E A
PAZ
DE
CRISTO
JESUS
NOSSO
SENHOR,
E A
TERNURA
DE MARIA ESTEJAM
CONVOSCO
E
COM
OS
VOSSOS!
A
tradição
da
Igreja,
o
catecismo
e os
Padres
da
Igreja,
nos dizem
que
a
Oração
é o
ato
de falarmos
com
Deus,
o
qual
não
é
um
monólogo que só nós falamos, mas sim, o
ato
de
escutar
a voz de Deus que fala no nosso coração,
escutar
a
sua
vontade
sobre
nós para poder executá-la.
Iremos
falar
agora
sobre
a ‘Oração
Vocal
a
qual
ajuda
o
corpo
a
exprimir
o
que
o
homem
possui de
mais
profundo
dentro
de
si,
de
modo
que
associa o
corpo
à
oração
interior
do
coração,
a
exemplo
de
Cristo,
que
reza a
seu
Pai
e
ensina
o "Pai-Nosso"
a
seus
discípulos’. (Catecismo
da
Igreja
Católica
2722).
A
oração
vocal
é
plenamente
humana,
e
por
excelência
a
oração
das
multidões.
Mas
também
a
oração
mais
interior
não
pode
menosprezar
a
oração
vocal.
A
oração
se
torna
interior
na
medida
em
que
tomamos
consciência
daquele "com
quem
falamos".
Então
a
oração
vocal
é uma
primeira
forma
da
oração
contemplativa,
para
chegar
à
oração
do
coração.
Por
ser
a
oração
vocal
uma
oração
muito
comum
e
simples,
devemos
ter
muita
atenção
para
executá-la
bem,
para
isso,
devemos
colocar
o
amor,
rezar
com
a
certeza
de
que
o
Senhor
está
nos
escutando, e abrir-lhe o
nosso
coração
através
de nossas palavras, de modo que eles expressem o que estamos vivendo e
sentindo, as nossas inquietações, dores físicas e morais, o nosso
sofrimento e também a nossa alegria. Abandonar a nossa vida na oração.
Quando
falamos
com
o
Senhor,
devemos
estar
atentos ao
que
falamos, para não nos tornarmos pessoas superficiais, pois é fácil
falarmos com Deus, sem prestar atenção ao que falamos e pedimos.
Quando
rezamos percebemos
que
muitas
distrações
surgem,
isto
não
é
um
mal,
é
normal,
o
problema
é
que
estas
não
podem
nos
tirar
da
presença
de
Deus,
devemos
fazer
destas
distrações
orações,
rezar
sobre
o
que
vem ao
nosso
pensamento
e
também
discernir
se
isto
é
ou
não
conforme
a
vontade
de
Deus.
Muitas vezes Deus permite que venha imagens do passado, situações
vividas dramáticas, pessoas que não vemos a muito tempo, e isto pode ser
o fio de conduta da nossa oração, talvez Deus quer que rezemos
primeiramente iniciando destes pensamentos, para depois mergulharmos
intensamente na oração.
Nem sempre um pensamento que vem durante a oração, é uma distração, por
isso devemos transformar todo o pensamento que nos vem em oração, e se
percebemos que algum pensamento vem e nos tira a paz, este sim pode ser
uma tentação, pois ai, não conseguimos rezar, silenciar e adorar, neste
caso, devemos lutar contra ele. Se a distração é
intensa,
mesmo
que
a nossa
mente
sai da
presença
de
Deus,
é preciso retomar a oração sempre, e para isto ajuda pequenas
jaculatórias do tipo: “Senhor Jesus, eu confio em vós!”, ou até mesmo
repetir novamente a oração vocal que fazíamos, retomá-la.
O
maior
problema
não
é
ter
as
distrações,
mas
nos
acomodarmos a
elas,
ou
seja
não
nos
importar
com
elas,
pois
aos
poucos
elas
destruirão o
nosso
encontro
com
o
Senhor.
Tal
comodismo
diante
das
distrações
poderiam
mandar
a
nossa
oração
ao
cemitério,
sem
dizer
que
seriamos
totalmente
superficiais
e
mau
educados
com
Deus,
que
deseja
nos
escutar
e a
todo
momento
está
nos
escutando, e nós por sua vez, estamos viajando, distantes de sua
presença. Quantas pessoas rezam o santo terço com a mente no que vai
fazer amanhã, no que vai comer a noite, e etc...., rezam de modo
superficial, não se concentram na oração, rezam por rezar, e esta oração
distraída e superficial não agrada a Deus e nem a Nossa Senhora, que
quer, que rezemos com o coração, com todo o nosso ser.
Muitas
vezes
nos
colocamos
em
oração,
falando
bobeiras,
e
não
sabemos
nem
o
que
falamos. Nesta
situação
é praticamente
impossível
que
Deus
nos
atenda,
pois
pedimos
sem
saber
o
que
pedimos e
sem
desejarmos
realmente
o
que
pedimos, fazemos o
papel
de
bobos
diante
de
Deus.
E o
pior
é
que
com
esta
atitude
também
fazemos
Deus
de
bobo,
e
não O
tratamos
como
alguém
que
está a
nos
escutar.
Você
já
fez a
experiência
de
escutar
alguém
que
só
diz
bobeiras
e
nunca
diz uma
coisa
com
a
outra?
Pois
é, muitas
vezes
somos
assim
com
Deus.
Devemos
ter
o
cuidado
com
o
que
falamos a
Deus,
pois
Deus
leva
a
sério
o
que
falamos, e muitas
vezes
não
adianta
voltar
atrás
com
Deus.
Por
isso
é
preciso
estarmos
atentos
ao
falar
com
Ele,
para não nos arrepender (já acompanhei muitas pessoas que no momento da
exaltação, se ofereceram a Deus em reparação do mundo, para a salvação
das almas, e etc..., mas na verdade não sabiam o que comportava este
oferecimento, e Deus tomou a sério este oferecimento que fizeram, mas
quando vieram os sofrimentos, as dores, se arrependeram do oferecimento
que haviam feito).
O nosso falar com Deus deve ser atento, mas natural, simples, confiante,
de modo que possamos falhar-lhe com liberdade e simplicidade, sabendo
que Ele nos escuta, e a este ponto podemos refletir: “Como estamos
rezando o santo
Terço? Com confiança? Falando com Nossa Senhora? Ou
rezamos o
Terço
como robôs que não prestam atenção nas palavras que pronuncia?. Não
podemos
ser
robôs
que
vivem
em
função
de
um
programa
a
ser
executado, de uma
oração
mecânica,
sem
sentimentos.
O
nosso
diálogo
com
Deus, com Nossa Senhora, deve
ser
feito
por
palavras
que
exprimam os
nossos
sentimentos,
emoções,
palavras
pronunciadas
com
a
intenção
de
comunicar
algo
a
Deus,
de expressar-lhe o
que
estamos passando no
mais
profundo
do
nosso
coração,
apresentando-Lhe as
perguntas
sem
resposta
na
nossa
vida,
e etc...,
assim
a
nossa
oração
dever
ter
um conteúdo, devemos rezar a nossa vida, ela
não
deve ser uma
oração
vazia.
Até no
Terço,
devemos em cada Ave-Maria, depositar nas mãos de Nossa Senhora a nossa
vida, e venerá-la com as nossas palavras, de modo que a oração flua com
suavidade do nosso coração.
Através
da
oração
feita
de
palavras
repetitivas, devemos nos
unir
a
Deus,
e devemos
colocar
esta intenção na oração. Se esta
oração
feita
de
palavras
não
me
levar
ao
encontro
com
o
Senhor,
a
união
com
Ele, é uma
oração
vazia,
é
um
falatório,
mas
não
é
oração,
e quando isto acontece corremos o risco de nos tornar uma
metralhadora
de
palavras,
que
da
tiro
para
tudo
quanto
é
lado,
mas
não
acerta
o alvo, e não acertará.
Na
oração
vocal, na oração do
Terço,
ou até mesmo orando um salmo, devemos
expressar
por
palavras
o
que
há de
mais
profundo
em
nosso
ser,
em
nosso
coração,
expressar os
sentimentos,
problemas,
dificuldades
e
preocupações
que
nos fazem
mal.
Contudo,
na nossa oração pessoal, devemos
excluir
quaisquer
frases
que
não
expressem
em
si
as nossas
vidas,
as nossas
problemáticas,
alegrias
e
sobretudo
a
nossa
vontade
profunda
de
ser
um
com
Deus. Não podemos
forçar
uma
frase
construída
superficialmente
e apresentá-la a
Deus,
ou
diante
dos
irmãos
criar
uma
frase
bonita
(para
aparecer),
e
não
colocar
nela o
que
está de
mais
profundo
do nosso ser.
Temos uma
ignorância
total
na
vida
de
oração,
pensamos
que
sabemos
rezar
com
o
coração,
mas
no
entanto
nem
sabemos
preparar
a
oração.
Nós
não
sabemos
como
nos
comportar
diante
de
Deus;
devemos,
portanto,
colocar
em
prática
a
oração,
pois
só
se aprende a
rezar,
rezando. É
bom
esclarecer
que
devemos
fazer
da
distração
uma
oração,
oferecendo-a
a
Deus
e rezado
sobre
ela, e todas as vezes que estiverdes rezando o
Terço,
e
se
vier algum pensamento, ou pessoa, ofereça também isto nas mãos de Nossa
Senhora.
A
oração
vocal
é
tão
importante
que
Maria em Medjugorje na
mensagem
de 25-08-97, " (...)
Através
do
Rosário
abram-me
seus
corações
e poderei ajudá-los.",
Ela
nos
convida a
rezar
não
de
qualquer
jeito
as contínuas
Ave-Marias,
mas
rezar
com
uma
intenção
de
abrir
o nosso coração, para nos encontrar com Deus. É mister saber o
que
estamos rezando e
para
quê
rezamos.
Assim
poderemos
transformar
esta
oração
de
repetição
de Ave-Marias em uma
oração
do
coração.
Devemos
rezar
o
Terço
com
confiança,
sabendo
que
Maria
me
escuta
e
quer
fazer
algo
por
mim.
Seria
bom
se a
nossa
oração
fosse
feita
com
a
nossa
vivência,
quero
dizer,
com
as
coisas
que
vivemos
durante
o
dia,
com
palavras
simples
e espontâneas, ditas a Deus
com
total
abandono,
com
total
confiança
e
esperança,
sabendo
que
tudo
está nas
mãos
Dele,
que
tudo
é Dele, e
que
Ele
pode
tudo.
Gostaria de
fazer
também
uma
observação,
muitos
participam de
encontros
de Grupos de Oração, de grupos para rezarem o Terço, mas vão a estes
encontros, sem se prepararem com a oração, vão falando da vida dos
outros, comentando casos acontecidos, fumando, brigando com a família,
ou até desligam a TV, o rádio, 10 minutos antes do Terço, e etc..., e
acham que ao chegar conseguirão rezar. Esquecem-se de que, se não se
prepararem, não rezaram bem, pois só conseguimos rezar se preparamos a
oração com a própria oração. É necessário, ir aos encontros de oração,
do
Terço, já rezando, silenciando o coração e a mente, para poder rezar
bem, e sobre tudo ir em paz.
Para aqueles que quiserem aprofundar ainda mais sobre este tema, poderão
ler nos parágrafos 2697 a 2758 do Catecismo da Igreja Católica.
A todos os participantes do Movimento Terço dos homens, a seus
familiares e amigos, estendo a bênção especial e Materna da Gospa Maria
Rainha da Paz:
"Em
nome
do
Pai
e do
Filho
e do
Espírito
Santo.
Amém!”
UNIDOS EM ORAÇÃO COM MARIA!!!
PANIE JEZU UFAM TOBIE!!!
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