A Intermediação de Maria Mãe de Deus, e nossa, para nos levar ao Cordeiro de Deus

 
LITURGIA DIÁRIA

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Liturgia Diária - tirada dos sites: leituras do www.catolicanet.com. e www.redemtpor.com.br e reflexões do www.claret.com.br
07/09/10 - XXIII SEmana comun - cor verde
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Oração da Manhã
Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Senhor Deus, nosso Pai, nós cremos em vós. Nós esperamos em vós. Nós vos amamos. Nós vos agradecemos este dia que começa. Nós vos damos graças, por que estamos com vida e nós vos oferecemos este dia com todas as nossas alegrias e sofrimentos, com todos os nossos trabalhos e divertimentos. Guardai-nos do pecado e fazei de nós um instrumento de vossa paz e de vosso amor. Ajudai-nos a observar vossos mandamentos e dai-nos a sabedoria e as condições necessárias para trabalharmos por Vós..
Amém.
Introdução
 
Deus nos fala
 
Primeira Leitura: 1ª Cor. 6, 1-11

Leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios

1
Quando algum de vós tem litígio contra outro, como é que se atreve a pedir justiça perante os injustos, em vez de recorrer aos (irmãos) santos?
2
Não sabeis que os santos julgarão o mundo? E, se o mundo há de ser julgado por vós, seríeis indignos de julgar os processos de mínima importância?
3
Não sabeis que julgaremos os anjos? Quanto mais as pequenas questões desta vida!
4
No entanto, quando tendes contendas desse gênero, escolheis para juízes pessoas cuja opinião é tida em nada pela Igreja.
5
Digo-o para confusão vossa. Será possível que não há entre vós um homem sábio, nem um sequer que possa julgar entre seus irmãos?
6
Mas um irmão litiga com outro irmão, e isso diante de infiéis!
7
Na verdade, já é um mal para vós o fato de terdes processos uns contra os outros. Por que não preferis sofrer injustiça? Por que não preferis ser espoliados?
8
Não! Vós é que fazeis injustiça, vós é que espoliais - e isso entre irmãos!
9
Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos,
10
nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus.
11
Ao menos alguns de vós têm sido isso. Mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus.


- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus!

Responsório: Sl. 149

R. O Senhor ama seu povo de verdade.

R. O Senhor ama seu povo de verdade.


1. Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e seu louvor na assembleia dos fiéis! / Alegre-se Israel em quem o fez, / e sião se rejubile no seu rei! - R.

2. Com danças glorifiquem o seu nome, / toquem harpa e tambor em sua honra! / Porque, de fato, o Senhor ama seu povo/e coroa com vitória os seus humildes. - R.

3. Exultem os fiéis por sua glória/e, cantando, se levantem de seus leitos / com louvores do Senhor em sua boca. / Eis glória para todos os seus santos. - R.

Aclamação:
 
Evangelho: Lc. 6, 12-19
- O Senhor esteja convosco.
- Ele está no meio de nós.
- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João
- Glória a vós, Senhor.

12Naqueles dias, Jesus retirou-se a uma montanha para rezar, e passou aí toda a noite orando a Deus.
13
Ao amanhecer, chamou os seus discípulos e escolheu doze dentre eles que chamou de apóstolos:
14
Simão, a quem deu o sobrenome de Pedro; André, seu irmão; Tiago, João, Filipe, Bartolomeu,
15
Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu; Simão, chamado Zelador;
16
Judas, irmão de Tiago; e Judas Iscariotes, aquele que foi o traidor.
17
Descendo com eles, parou numa planície. Aí se achava um grande número de seus discípulos e uma grande multidão de pessoas vindas da Judéia, de Jerusalém, da região marítima, de Tiro e Sidônia, que tinham vindo para ouvi-lo e ser curadas das suas enfermidades.
18
E os que eram atormentados dos espíritos imundos ficavam livres.
19
Todo o povo procurava tocá-lo, pois saía dele uma força que os curava a todos.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor!

Reflexão

Passou a noite toda em oração. Escolheu doze dentre os discípulos, aos quais deu o nome de apóstolos.

O Senhor, antes de eleger seus discípulos, colocou-se em sintonia com o Pai através da oração, para acertar na eleição dos que iriam acompanhá-lo neste árduo caminho do discipulado. Chamou doze. A maioria eram pescadores, sem nenhum tipo de status social, nem de grande capacidade intelectual e com todos os defeitos conhecidos e por conhecer. O número Doze representa a continuidade do povo de Israel.

Mas estes doze foram eleitos para serem seus companheiros, assim como elegeu a nós. Ainda que não sejamos os melhores, temos procurado responder com generosidade ao chamado do Senhor. O discipulado implica, em primeiro lugar, sentir-se chamado pelo Senhor. Em segundo lugar, trilhar um caminho de formação, cujo modelo é o próprio Jesus, que convida à conversão de nossos antigos esquemas para adotar o esquema do Evangelho.

Em terceiro lugar, a disponibilidade e o compromisso missionário: colocar-se a serviço da justiça, da paz, da verdade e do amor. Em resumo, o verdadeiro discípulo é uma pessoa a quem Deus chama para um seguimento, no qual assume um compromisso com a humanidade. Respondamos com entrega incondicional ao chamado que Deus mesmo nos faz ao discipulado.

2ª Reflexão feita por: Bem-aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997), Fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade - Não há maior amor (a partir da trad. Il n'y a pas de plus grand amour, Lattès 1997, p. 24)
«Jesus foi para o monte fazer oração e passou a noite a orar a Deus»

Os contemplativos e os ascetas de todos os tempos e de todas as religiões sempre procuraram a Deus no silêncio, na solidão dos desertos, das florestas, das montanhas. O próprio Jesus viveu quarenta dias em absoluta solidão, passando longas horas num coração a coração com o Pai, no silêncio da noite.

Nós próprios somos chamados a retirar-nos a espaços para um silêncio mais profundo, para um isolamento com Deus; a estar a sós com Ele, não com os nossos livros, os nossos pensamentos, as nossas recordações, mas num despojamento perfeito; a permanecer na sua presença – silenciosos, vazios, imóveis, expectantes.

Não podemos encontrar a Deus no barulho, na agitação. Veja-se na natureza: as árvores, as flores e a erva dos campos crescem em silêncio; as estrelas, a lua, o sol movem-se em silêncio. O essencial não é o que possamos dizer mas o que Deus nos diz e o que Ele diz a outros através de nós. Ele escuta-nos no silêncio; no silêncio fala às nossas almas. No silêncio é-nos dado o privilégio de escutar a Sua voz:

Silêncio dos nossos olhos.
Silêncio dos nossos ouvidos.
Silêncio das nossas bocas.
Silêncio dos nossos espíritos.
No silêncio do coração,
Deus falará.
Oração
 

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