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A Santa Missão de Nossa Senhora em prol
da Família |
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Um
nascimento fora do comum |
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Pe. Geraldo Della Costa
13.12.09 |
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O que
celebramos no Natal? Celebramos o nascimento de um menino,
mas não de um menino comum, se não de um Menino que é Deus.
Agora, se comparamos este nascimento com outros nascimentos,
por exemplo, com o de nossos filhos, então notamos algumas
coisas estranhas. Este menino nasce em condições
surpreendentes, desconcertantes e até chocantes já que se
trata do Filho de Deus.
1. Uma primeira condição estranha. Dá-se a conhecer aos
pastores.
Veio a terra. Não preveniu aos grandes. Não avisou aos
poderosos. Não fez saber nada aos sacerdotes. Jogou por
terra a hierarquia.
Não houve conferência de imprensa para anunciar ao mundo um
acontecimento de tal categoria. E, no entanto tinha sumo
interesse de que alguém o soubesse. Alguém tinha direito de
ser o primeiro em conhecer a notícia. E manda seus
mensageiros a uns pastores que acampam perto da cidade
guardando seus rebanhos. Os pastores vivem à margem da
sociedade e muitas vezes também à margem da religião. São
incultos, não conhecem a lei, e por isso estão destinados ao
inferno, segundo os fariseus. E precisamente a esses
“excomungados” é a quem Cristo envia seus anjos para lhes
anunciar sua vinda.
É que Jesus quer deixar as coisas claras desde o começo. Ele
vê tudo ao revés. A seus olhos, os grandes são os pequenos.
Os últimos são os primeiros. Os deixados de lado pela
sociedade, seus clientes privilegiados. A Boa Nova se
comunica antes que a ninguém e chega a pertencer primeiro a
aqueles que estão “fora”.
2. Uma segunda circunstância estranha. Não é reconhecido
pelos homens.
Pensemos por exemplo, nos hospedeiros de Belém. Se houvessem
sabido que Deus estava ali, lhe abririam a porta, o
acolheriam. Porque eram pessoas religiosas, como nós. Mas
acreditaram que se tratava de vagabundos, de refugiados não
se sabe de onde, um par de desconhecidos.
E não os quiseram receber. E nós, os receberíamos? Como crer
que Deus podia se apresentar a nós dessa forma?
3. Uma terceira circunstância estranha do nascimento. É Deus
e nasce na miséria.
Deus é totalmente distinto de como o havíamos imaginado;
Deus é todo o contrário ao poder, a majestade, a autoridade,
a riqueza, a força que lhe havíamos atribuído.
Mas Deus é totalmente semelhante aos singelos, aos pobres,
aos que se sentem irmãos, aos misericordiosos, aos que amam,
aos que tem fome de justiça.
Não é que Cristo não seja um homem como nós, se não que é
tão homem, o único verdadeiro homem: verdadeiramente livre,
simples, amante, fiel, disponível. A Boa Nova que anuncia o
Natal, consiste nisso.
Para assemelhar-nos a Deus, não temos que fazer-nos ricos,
fortes, solitários ou majestosos. Nos basta com amar um
pouco mais, com servir um pouco mais, com aproximarmos mais
aos pobres, com lutar um pouco mais por justiça. Podemos nos
converter em Cristo seguidamente, em nossa mesma situação,
em nosso nível social ou cultural. Sem aguardar visões ou
milagres, mas nos tornado os últimos de todos e os
servidores de todos.
Deus é pobre: pobre de todas essas coisas que ambicionamos,
que buscamos, que pretendemos. E não digamos que Deus se
oculta ou está ausente do mundo. Deus está
extraordinariamente presente e visível: tão presente e tão
visível – ou tão pouco presente e tão pouco visível como o
estão, em nossa vida, os pobres.
Se quisermos nos encontrar com o verdadeiro Deus que nesse
Natal vem a nós, devemos nos encontrar com os pobres.
E se então esse amor aos desafortunados nasce em nós, Deus
se faz presente realmente em nosso coração.
Esse é o Natal que devemos fazer. Esse é o Natal verdadeiro
no qual devemos crer. Somos responsáveis de que se faça esse
Natal em toda parte.
Perguntas para a reflexão
1. Como vivo o Natal?
2. Sou capaz de ver ao Menino Deus entre os pobres de nosso
tempo?
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