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A
Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família |
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Somos Hipócritas ou Servidores |
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Nas Sagradas Escrituras,
frequentemente, Jesus ataca aos escribas e fariseus. Convida os
seus a fazer e cumprir o que ensinam, mas não imita-los em sua
conduta. São críticas duras que faz aos dirigentes espirituais
de seu povo. Em concreto os faz ver o seguinte:
• não cumprem o que ensinam
• impõem cargas pesadas ao povo, mas eles nem as tocam
• querem aparentar diante dos outros
• buscam os primeiros postos e os aplausos nas praças
Agora, se poderia pensar que estas atitudes foram próprias dessa
gente e que com sua morte se acabaram. Lastimosamente não é
assim. Este discurso de Jesus se dirige, por isso, também aos
cristãos de todos os tempos. Dirige-se as autoridades da Igreja
e igualmente a cada um de nós.
Porque os fariseus não são uma categoria de pessoas. Trata-se de
uma categoria do espírito, de uma postura interior. É um bacilo
sempre disposto a infectar nossa vida religiosa.
Todos somos fariseus:
• Quando reduzimos a religião a uma questão de práticas
espirituais, a um cumprimento estéril da lei;
• Quando pretendemos chegar a Deus deixando de lado ao próximo;
• Quando nos preocupamos mais em “parecer” que “ser”;
• Quando nos consideramos melhores que os demais.
Toda esta praga tem um único nome: hipocrisia. Por isso, com
toda justiça, farisaísmo se converteu para nós em sinônimo de
hipocrisia.
Os hipócritas tem “duas caras”, uma voltada para Deus e a outra
para os demais. E, sem dúvida, a cara que mira a Deus é
horrível, espantosa.
Para Cristo, a lei não era um ídolo, se não que era um meio.
Tinha a tarefa de empurrar ao homem para frente, de ajudar-lhe a
crescer.
O desafio que hoje nos apresenta Jesus é, então: amor ou
hipocrisia. Porque amar significa servir. Quem ama realmente,
serve aos demais, entrega-se aos irmãos.
É a atitude de Cristo. Toda sua vida nesta terra não foi se não
um serviço permanente aos demais. E ao final entrega até sua
vida por nós, para liberar-nos y salvar-nos.
E é também a atitude de Maria. Na hora da Anunciação se proclama
a escrava do Senhor. Nós muitas vezes acreditamos que estamos
servindo a Deus porque rezamos uma oração ou cumprimos uma
promessa. Miremos a Maria: Ela lhe entrega toda sua vida, para
cumprir a tarefa que Deus lhe encomenda por meio do anjo.
Modifica no ato todos seus planos e projetos, se esquece
completamente de seus próprios interesses.
O mesmo lhe passa com relação à Isabel. Sabe que sua prima vai
ter um filho e parte seguidamente, apesar do longo caminho de
uns cem kilometros. Não busca pretextos por estar grávida e não
poder arriscar uma viagem tão longa. E fica três meses com ela,
servindo-a até o nascimento de João Batista.
Faz tudo isso, porque sabe que no Reino de Deus os primeiros são
os que sabem converter-se em servidores de todos. Quando o anjo
anuncia que Ela será Mãe de Deus, então Maria compreende que
esta vocação lhe exige converter-se na primeira servidora de
Deus e dos homens.
Peçamos a Jesus e a Maria que nos brindem esse espírito de
serviço desinteressado e generoso, que eles viveram tão
exemplarmente. Só com esse espírito poderemos enfrentar os
desafios do mundo de hoje. Só com esse espírito poderemos ser
instrumentos aptos para construir um mundo novo.
Perguntas para a reflexão
1. Em que grupo estou: hipócritas ou servidores?
2. Como podemos servir aos demais?
3. Que atitude de Maria posso adotar?
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