|
A
Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família |
| |
|
|
|
|
| |
|
Regras do diálogo
conjugal - I |
|
|
Para que o
diálogo seja enriquecedor e fecundo, devemos cumprir determinados
requisitos. Cada casal, ao possuir uma identidade própria, terá que
encontrar sua maneira peculiar. Existem, entretanto, determinadas
regras básicas. Quais são estas regras do diálogo conjugal? Podem
ser resumidas assim: o diálogo conjugal, para que seja eficaz e
criativo, deve ser: humilde, paciente, simpático.
1. Humilde. A primeira qualidade do diálogo é a humildade. Não se
deve dirigir ao outro envaidecido por sua própria perfeição, seguro
do definitivo de suas razões. Não existe o cônjuge ideal, nem
tampouco ninguém é dono de toda a verdade. Semelhante atitude
impossibilita o intercâmbio desde a origem.
O perigo de todo diálogo conjugal é que, frequentemente, torna-se
uma acusação: tortura-se, ataca-se, acusa-se reciprocamente, e
sai-se desta situação mais distanciado que nunca. Por isso é
conveniente que os esposos, na hora de iniciar o diálogo, tenham a
prudência de exercer a autocrítica.
É algo básico. Há que ter um grande cuidado – na hora das
recriminações, críticas, perguntas constrangedoras - para
examinar-se e verificar até que ponto pode ele mesmo ser sujeito de
censura. Não é tão raro que um projete suas falhas e limitações no
outro. Com uma atitude de humildade e autocrítica, a conversação se
desenvolverá num clima de lucidez, calma e compreensão.
2. Paciente. Num só dia não se conseguirá a compreensão do cônjuge.
Como tudo, na vida a dois se requer um longo aprendizado, uma
permanente educação.
E toda educação descansa sobre a paciência. Sabemos que consiste,
antes que nada, em repetição incansável, em incessante recomeçar.
Assim ocorre entre marido e mulher. Às vezes, será necessário
repetir durante toda uma vida a mesma observação, formular o mesmo
pedido.
Não significa que o outro tenha má vontade; acontece que
simplesmente se esquece ou não logra criar o hábito, que só nasce
com a repetição. O importante, pois, é saber repetir com paciência
que, ademais, é atributo de fortaleza. No caso da vida matrimonial,
esta paciência é ainda mais importante, já que na maioria das vezes,
estão em jogo somente detalhes. Mas estas pequenezes sem
importância, ao multiplicar-se, tornam-se irritantes. A impaciência
cresce e ameaça manifestar-se nos momentos de diálogo. E, é isso o
que se deve evitar. A paciência dará ao diálogo um clima de calma,
de serenidade, sem tensões e irritação.
3. Simpático. Para que o diálogo conjugal seja um instrumento de
aproximação, não se devem utilizar termos agressivos, pelo
contrário, da forma mais simpática, agradável. De outra maneira, não
poderão menos que defender-se e voltar a atacar.
No momento em que os dois se encontram cara a cara para iniciar uma
análise da situação conjugal, importa muito sentir-se amado.
Os atritos inevitáveis da vida em comum criam, ao multiplicar-se,
uma antipatia reprimida que, cedo ou tarde, explodirá. Se, triunfa a
antipatia sobre a simpatia, o clima do diálogo torna-se denso e
chega a sufocar. E então as pessoas se fecham, se recolhem em si
mesmas ou se irritam. A conversação torna-se então impossível,
inútil. Em tais condições dá-se um estranho diálogo de surdos em que
ninguém quer escutar a ninguém. Só a simpatia presente em cada
momento, assegura um intercâmbio frutífero.
Perguntas para a reflexão
1. Contesto antes que o outro termine de falar?
2. Impaciento-me quando outros falam?
3. Com os outros, tenho um diálogo de surdos?
Se desejar subscrever-se, comentar o texto ou dar seu testemunho
escreva para: pn.reflexiones@gmail.com |
|
|
voltar |
|
Terço dos
Homens, uma campanha em prol das famílias do Brasil e do mundo.
Participe sempre e convide um amigo. |
| |
|