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A
Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família |
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O Melhor Presente de Jesus: sua Mãe |
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Vamos falar
do melhor dos presentes de Cristo à humanidade. Ele, que nada
tem, desnudo sobre a cruz, possui ainda algo enorme: uma mãe. E
se dispõe a entregá-La a nós.
É São João quem nos transmite este episódio (Jo 19, 25-27). E,
com profunda agudeza psicológica, a coloca imediatamente depois
da narração da repartição se suas vestes e do sorteio da túnica.
Sem dizê-lo, João está nos explicando que essa túnica era obra
da mãe de Jesus e que é precisamente esse sorteio o que faz
brotar as lembranças na cabeça do moribundo e o que o leva a
fixar sua atenção no grupo de amigos que está de guarda ao pé da
cruz.
Há esta hora o grupo de curiosos já se havia dispersado. Grande
parte dos inimigos se havia ido também. Ficavam unicamente os
soldados de guarda e o pequeno grupo dos fiéis.
Os apóstolos haviam fugido. Pedro, mesmo, por medo ou talvez
mais provavelmente por vergonha de sua traição, tampouco está
aqui. Para incômodo dos homens o grupo está formado por
mulheres, a exceção de João, o mais jovem do grupo de
pescadores, em quem o amor pode mais que os medos e as dúvidas.
O centro do grupo o constitui Maria, a mãe do moribundo. Estão a
seu lado outras mulheres. “Estavam - diz o evangelista – junto à
cruz de Jesus sua mãe; as irmãs de sua mãe; Maria, esposa de
Cléofas; e Maria Madalena”. Esta última, já sabemos quem era: a
mulher de quem, segundo São Lucas, tinham saído sete demônios
(8, 2) E seguramente a mesma mulher a quem, segundo o mesmo
evangelista, vimos secar os pés de Jesus na casa de Simão o
fariseu (7 36-50); provavelmente é também a irmã de Lázaro, o
ressuscitado. Sabemos que estavam cerca da cruz.
Talvez Jesus mesmo lhes fez neste momento gestos para que se
acercassem porque tinha algo importante que dizer-lhes.
Em realidade, nenhuma lei impedia aos parentes aproximar-se aos
condenados; os soldados defendiam as cruzes contra possíveis
brigas ou para impedir qualquer forma de tumulto; mas não
afastavam os curiosos, nem aos inimigos, nem tampouco as pessoas
amigas. Realmente pouco se podia temer daquele grupinho de
mulheres e um rapaz. Mesmo os soldados deviam ter compaixão
daquele réu a quem na hora da verdade, tão poucos partidários
haviam permanecido.
Sabemos também que “estavam” junto à Cruz, e esse “estavam” em
latim nos diz claramente que permaneciam em pé, que se mantinham
firmes. Que Maria pudera ter algum momento de desmaio está
dentro de sua condição humana. Que fora apoiada por João, é
normal numa mãe. Mas certamente o que Jesus viu desde a cruz não
foi uma mulher desmaiada. Despedaçada pela dor, estava ali
inteira, pronta para assumir a tremenda herança que ia
encomenda-lhe.
Não lhe nega nada. Certamente é misteriosa a presença de Maria
nesse momento. Desde o ponto de vista humano e sentimental era
cruel havê-la conduzido ali. Cruel para os dois. A presença da
mãe na cruz era uma fonte dupla: fonte de doçura e de dor. Para
Cristo teve que ser um consolo sentir-se acompanhado por Ela,
ver desde a cruz o primeiro fruto puríssimo de sua obra
redentora. Mas também foi fonte de enorme dor ver sua mãe
sofrer. Quem ama, quando descobre o eco de seu próprio
sofrimento no ser amado, sente despedaçar seu coração. Por outro
lado, penso que ver sofrer tanto a sua mãe é a razão porque
Jesus não lhe nega nada.
Perguntas para a reflexão
1. A Virgem é uma mãe para mim?
2. Qual é minha oração favorita à Virgem?
3. O que posso fazer para vincular-me mais a Maria?
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