A Intermediação de Maria Mãe de Deus, e nossa, para nos levar ao Cordeiro de Deus

 
Padre Nicolas

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O espírito da aliança matrimonial
Qual é o Espírito da Aliança matrimonial? Doar-se e pertencer-se.

Doar-se

A Aliança matrimonial é uma entrega, uma doação. Não é pedir em primeiro lugar, senão dar-se. E este é o primeiro sentido da Aliança matrimonial: eu me dôo como marido, como esposa e recebo como resposta a doação de meu cônjuge. Em relação com a Virgem Maria é uma entrega filial; na vida matrimonial é uma entrega esponsalícia.

Esta entrega esponsalícia é uma superação radical do egoísmo. Amar é viver centrado no TU e não no EU. Se um diz: “eu te quero”, pode significar duas coisas distintas. Se há verdadeiro amor significa: “eu te quero para fazer-te feliz”. Do contrário significa: “eu te quero para que me faças feliz”.

Amar com autenticidade não é renunciar a própria felicidade, mas descobrir que minha felicidade maior é viver para fazer feliz ao outro. É a felicidade de Deus: Deus é feliz porque está sempre se doando, as outras pessoas da Trindade e a nós.

E o homem está chamado a encontrar uma felicidade semelhante à de Deus, que é a felicidade de se doar e se regalar aos demais.

Amar é estar sempre para o tu, só para o tu.

Pertencer-se (consagrar-se)

Na Aliança matrimonial nos pede uma entrega total, não uma entrega parcial. É uma entrega de todo seu ser e para sempre.

E este espírito deve animar-nos matrimonialmente: uma entrega total e permanente. E isto cria em nós uma consciência de pertencer e de consagração.

Nossa vida está consagrada a alguém e desde esse momento já não pode haver solidão. Essa consciência de consagração, de que eu não me pertenço, mas que pertenço à outra pessoa, isso é o que nos pede nossa aliança matrimonial: pertenço ao cônjuge, agora e para sempre.

Não somente queremos caminhar juntos, compartilhar toda a vida, fazer-nos responsáveis um pelo outro, mas existe também um direito mútuo. O outro tem direito a meu amor, meu apoio, meu tempo, tem direito a que eu lute para alcançar sua realização pessoal, sua felicidade, sua santidade.

Essa consciência de consagração que nos dá a aliança matrimonial deveria ser tão forte como a que tem um sacerdote ou uma religiosa que se consagraram a Deus. E assim como o sacerdote ou a pessoa consagrada usa um distintivo externo - um hábito, uma cruz - que lembra este caráter de pertencer a alguém, assim também os esposos têm esse distintivo.

Este é o sentido, de nosso anel de casamento, nosso anel matrimonial, nossa “aliança”. Não é um adorno, senão o símbolo de uma consagração, de pertencer.

A pessoa que usa a aliança dá a conhecer seu caráter de comprometido, de aliado, não só frente ao cônjuge, mas também frente aos demais. Que importantes são os símbolos e que grande significado tem este anel: recorda-nos o amor, a presença, a fidelidade do cônjuge em cada circunstancia.

E o que se renova se volta a reviver. Daí a importância de renovar com frequencia nossa aliança de amor matrimonial. Há matrimônios que fazem isto todos os meses.

Perguntas para a reflexão
1. Procuro fazer feliz ao outro?
2. Sou consciente que estou consagrado ao meu cônjuge?
3. Uso, sempre, minha aliança de casamento?

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