A Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família

Padre Nicolas

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O Apostólo do Ser
A primeira forma de fazer apostolado e, por sua vez, a mais importante é o testemunho de vida, o apostolado de irradiação ou, o apostolado do ser, como costumava chamar-lo o Padre Kentenich, fundador do Movimento de Schoenstatt.

Aos homens não bastam as palavras para orientar nossa vida, necessitam também modelos vividos. Por isso Deus nos mandou a seu Filho Jesus. E convida também a nós a sermos reflexos de Cristo e a dar testemunho dele. Por isso, o Padre Kentenich nos explica que o maior apostolado é encarnar o mais perfeitamente possível a Jesus Cristo.

Em cada época, Deus repete a pedagogia da encarnação. Em Jesus nos mandou o modelo definitivo. Mas em cada nova circunstância nos vai enviando novos modelos. E nós cremos que no Fundador de Schoenstatt, como em tantos outros grandes fundadores, resplandeceu a maneira de viver o Evangelho hoje. E, queremos seguir seus passos.

Em 1979, um grupo de Chile encontrou-se com o Padre Menningen, da geração fundadora de Schoenstatt e discípulo destacado do Padre Kentenich, quem nessa oportunidade disse-lhes: “O maior apostolado do pai e da mãe consiste em ser totalmente pai e totalmente mãe. O homem e a mulher alcançam o grau mais alto de seu apostolado, quando eles são em toda sua pessoa pai e em toda sua pessoa mãe”.

Algo muito importante no estilo pedagógico do Fundador de Schoenstatt é que ele se impôs como exigência de educador, nunca pedir nada que ele não houvesse vivido primeiro. Estava convencido que o primeiro dever de um pai é encarnar os ideais de seu séqüito. E o fez até o final de sua vida.

Uma anedota. Um jovem alemão da “nova onda” pensava que José Engling, um dos primeiros schoenstattianos, estava fora de moda. Este jovem propôs ao Padre Kentenich de maneira irônica o tema do Horário Espiritual, um dos métodos ascéticos da espiritualidade de Schoenstatt, dizendo que supunha que ele já não o necessitava depois de toda sua vivência de Consagração, de Aliança de amor com a Virgem. Então, o Padre Kentenich riu, meteu a mão no bolso e disse-lhe: “aqui está meu horário”. Até os 83 anos marcou seu Horário Espiritual, e disse que o marcava não porque necessitasse, mas porque nunca ele pedia nada a ninguém, se não o fazia ele primeiro.

Assim nós tampouco podemos ser educadores, pais e mães verdadeiros, se não tratamos de cumprir todo o que ensinamos.

Se pensarmos no Santuário de Schoenstatt, nosso apostolado do ser pessoal é sermos homens e mulheres “Santuários”. É um grande presente encontrar-se com gente que se sente ser morada de Deus. Homens que irradiam a alegria de estar repletos de Deus. Homens que porque estão repletos de Deus, também manifestam com toda sua vida que estão inteiramente livres para amar e acolher. Homens que não estão paralisados, impedidos de amar e acolher por nenhuma corrente, por nenhum ídolo.

Assim era o Padre Kentenich: um homem que irradiava a alegria de Deus com um coração aberto, que nunca se cansava de amar e de acolher. Assim deve ser nossa santidade, nosso apostolado do ser: irradiar alegria; mostrar nossa liberdade para amar e acolher os demais: ao cônjuge, aos filhos, aos irmãos…

O outro aspecto é o apostolado do ser comunitário, o testemunho como comunidade. As pessoas não nos olham somente como indivíduos ou como casal. Olham-nos como comunidade, como Família. As pessoas se fixam em nossas relações, como nos tratamos uns aos outros, no nosso estilo de vida. Quando um de nós falha, as pessoas dizem: é dessa ou daquela Família, Movimento, ordem, paróquia

O que acontece é que necessitam modelos comunitários. Os homens tem muitos problemas comunitários e buscam também um ideal comunitário. Nossa Família, a Igreja e o país necessitam estes modelos.

Queremos ser uma antecipação da Igreja das novas praias e da nova ordem social. Temos que viver isso já agora. Já em 1912, o Padre Kentenich disse aos jovens da geração fundadora: “o que estamos fazendo tem valor na medida em que é uma pequena solução aos grandes problemas do mundo”.

Perguntas para a reflexão

1. Sou um homem / uma mulher santuário?
2. Como nos vêm os demais?
3. Vivo o que predico?

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