A Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família

 
Padre Nicolas

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Necessitamos de Cristo
Nosso Deus é um Deus da vida e de história. Um Deus que nos fala por meio das circunstâncias e dos acontecimentos. Tudo o que ocorre traz sempre, se bem “em código”, algo que Deus nos quer ensinar. O cristão sempre deve responder a pergunta: O que deus quer dizer com isto que sucede ou que estou vivendo?

É uma experiência dolorosa descobrir o que o homem é: um ser no qual se misturam a grandeza e a miséria, a capacidade do bem e do mal, de viver na verdade e de mentir, de amar e de odiar, de construir e de destruir. Somos capazes do melhor e do pior.

A situação que vivemos no mundo constitui também uma dolorosa experiência. Constatamos em carne própria do que somos capazes. Constatamos os limites de nossas possibilidades humanas. Sentimos a fragilidade das soluções puramente humanas. Vemos como fazem planos, mudam homens, e, entretanto não saímos do pântano.

Sentimos mais que nunca a necessidade de Alguém que nos salve, de uma nova luz e uma nova força. Elas vêm, em definitivo, de mais alto, de Deus.

“Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos”. O pão que necessitamos o único que pode dar-nos vida é o pão vivo “que desceu do céu”. É Cristo mesmo, é o Homem Deus. Só Deus pode dar-nos a luz e a força para construir uma grande nação de irmãos, onde haja trabalho, respeito, amor e alegria.

A presença de Cristo, Filho de Deus, na Eucaristia, é um mistério impressionante. A Ele temos acesso somente na medida de nossa fé. A eficácia do pão eucarístico que recebemos depende da medida da fé com que o recebamos. Esse pão que comemos nos vai transformando sempre mais a semelhança de Cristo: nos dá seus sentimentos e atitudes, nos faz participar, misteriosa mas realmente, da vida divina.

“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”. Este é o mistério do homem novo cristão. Trata-se de um homem divinizado, que vive em Cristo e Cristo vive nele. A comunhão nos une pessoalmente com Jesus. Tanto nossa alma como nosso corpo se unem estreitamente com Ele. Em cada Eucaristia, Ele quer descer de novo a terra, encarnar-se em cada um de nós. Tornamos-nos assim, carne de sua carne e sangue de seu sangue.

Em Cristo somos filhos de Deus nosso Pai do céu, e por isso somos todos irmãos. O pão eucarístico é o pão da unidade e fraternidade. Por isso, o Padre José Kentenich, fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt, diz numa oração pessoal a Jesus: “Tu és a límpida fonte de paz, o vínculo que une todos os povos, o poder que vence a discórdia, a luz que ilumina e aquece”.

Para grandes males, grandes remédios. O que nos ensinam as circunstâncias atuais? Ensinam-nos o relativo de todas as soluções e sistemas humanos se não se apóiam se não se alimentam do pão de vida. Além disso, nos ensinam que dificuldades são tarefas. Havemos de buscar com renovado afinco, até as últimas consequências, essa “fonte de paz”; esse “vínculo”; esse “poder” e essa “luz” que vem do alto, que vem de Cristo.

Queridos irmãos, em cada Eucaristia, Cristo nos convida a nos unir a Ele, a nos identificar com Ele, para que assim sua vontade se torne a nossa, sua inteligência e seus afetos nos contagiem. Até que um dia possamos dizer com São Paulo: “Já não sou eu quem vive se não que é Cristo quem vive em mim”.

Perguntas para a reflexão

1. As dificuldades são tarefas para mim?
2. Deixo-me abater pelo peso das dificuldades?
3. Sou consciente da força da Eucaristia?

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