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A
Intermediação de Maria Mãe de Deus, e nossa, para nos levar ao
Cordeiro de Deus |
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Se, queremos
levar a sério ser missioneiros, temos que começar por nossa própria
casa. Renovar e evangelizar nossa própria família. Agora, porque a
família constitui um desafio hoje, um campo de missão?
1. Porque hoje em dia a família está em crise. O deterioro crescente
da família natural é um dos problemas mais alarmantes na sociedade:
divórcios, separações, conflitos e rupturas familiares, pais
ausentes, mães solteiras, crianças e jovens abandonados. Os vínculos
fundamentais da família vão se dissolvendo, porque ao homem de hoje
custa crescer rumo a um amor são, maduro e generoso.
E conhecemos as trágicas consequências de tudo isto para o saudável
crescimento de nossa juventude, para sua estabilidade psicológica,
sua maturidade afetiva e sua vivência religiosa.
2. As primeiras experiências de amor. A importância única da família
consiste em que ela é o lugar aonde ocorrem as primeiras e mais
inesquecíveis experiências dos vínculos de amor. Sem as vivências da
primeira infância será difícil estar disposto a pagar o duro preço
que exige a aprendizagem do amor e da vinculação pessoal:
generosidade, confiança, respeito, compreensão e fidelidade.
É certo que o amor mais importante para o homem é o amor a Deus.
Entretanto, para poder amar a Deus é necessário, normalmente, haver
descoberto primeiro o valor do amor humano. Porque Deus é amor e não
podemos tender a Ele se não fomos preparados mediante experiências
de amor familiar. É por isso que o Padre José Kentenich, fundador do
Movimento de Schoenstatt, pensa que o aumento do ateísmo e a
destruição da família marcham juntos. Porque a muitos homens, o
acesso vital ao mundo de Deus lhes está impedido por traumas
familiares.
Podemos dizer que nosso aporte mais decisivo para a formação
religiosa de nossos filhos não se realiza mediante nossos
ensinamentos ou testemunhos de fé, sim por meio das vivências de
amor familiar que podemos brindar-lhes. Os pais começam a conduzir
seus filhos rumo a Deus, quando começam a amar-los.
3. A família é fundamento e símbolo da Igreja. A Igreja se gesta a
partir de cada lar cristão, como comunidade e escola de fé. Por isso
se lhe dá título de “igreja em pequeno” ou “igreja doméstica”.
Pelo sacramento, cada matrimônio cristão deve ser transparente e
testemunha do amor de Cristo para com sua Igreja. Cada casal recebe
a missão de traduzir em sua vida o amor generoso, fiel, fecundo e
heróico de Cristo. Mas não é fácil obter em nossas famílias essa
presença viva do Senhor. Não é fácil evangelizar nossas famílias,
p.ex. estimulando a oração em comum, a frequen¬cia dos sacramentos,
a leitura bíblica ou espiritual, o ambiente religioso, os costumes
cristãos…
4. O lar de Maria, em Nazaré, representa o modelo de todo lar
cristão. Ali Jesus era o centro e sua presença enchia a vida inteira
da pequena família. O divino e o humano se entrelaçavam em uma
síntese perfeita. Para Maria, conversar com seu Filho Deus já era
rezar.
Certamente isto representava uma situação excepcional, impossível de
imitar. Entretanto, Maria pode e quer educar hoje nossas famílias
segundo o espírito de Nazaré. E é urgente que o faça. Porque na
medida em que se descris¬tianiza o ambiente exterior, se redobra a
impor¬tância da família cristã como escola da fé. Já não é evidente
que os filhos, pelo fato de terem sido batizados, conservarão para
sempre a fé.
No futuro, só aqueles pais que conscientemente fazem de seu lar uma
imitação do lar de Nazaré, poderão confiar em exercer uma
in¬fluência de fé, duradoura e profunda, no coração de seus filhos.
Perguntas para a reflexão
1. De que maneira posso contribuir com esta missão familiar?
2. Estou no campo de luta ou sou um simples espectador?
3. Sou consciente que tenho uma missão divina como membro de minha
família?
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