A Intermediação de Maria Mãe de Deus, e nossa, para nos levar ao Cordeiro de Deus

 
Padre Nicolas

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Missão: Família
Se, queremos levar a sério ser missioneiros, temos que começar por nossa própria casa. Renovar e evangelizar nossa própria família. Agora, porque a família constitui um desafio hoje, um campo de missão?

1. Porque hoje em dia a família está em crise. O deterioro crescente da família natural é um dos problemas mais alarmantes na sociedade: divórcios, separações, conflitos e rupturas familiares, pais ausentes, mães solteiras, crianças e jovens abandonados. Os vínculos fundamentais da família vão se dissolvendo, porque ao homem de hoje custa crescer rumo a um amor são, maduro e generoso.

E conhecemos as trágicas consequências de tudo isto para o saudável crescimento de nossa juventude, para sua estabilidade psicológica, sua maturidade afetiva e sua vivência religiosa.

2. As primeiras experiências de amor. A importância única da família consiste em que ela é o lugar aonde ocorrem as primeiras e mais inesquecíveis experiências dos vínculos de amor. Sem as vivências da primeira infância será difícil estar disposto a pagar o duro preço que exige a aprendizagem do amor e da vinculação pessoal: generosidade, confiança, respeito, compreensão e fidelidade.

É certo que o amor mais importante para o homem é o amor a Deus. Entretanto, para poder amar a Deus é necessário, normalmente, haver descoberto primeiro o valor do amor humano. Porque Deus é amor e não podemos tender a Ele se não fomos preparados mediante experiências de amor familiar. É por isso que o Padre José Kentenich, fundador do Movimento de Schoenstatt, pensa que o aumento do ateísmo e a destruição da família marcham juntos. Porque a muitos homens, o acesso vital ao mundo de Deus lhes está impedido por traumas familiares.

Podemos dizer que nosso aporte mais decisivo para a formação religiosa de nossos filhos não se realiza mediante nossos ensinamentos ou testemunhos de fé, sim por meio das vivências de amor familiar que podemos brindar-lhes. Os pais começam a conduzir seus filhos rumo a Deus, quando começam a amar-los.

3. A família é fundamento e símbolo da Igreja. A Igreja se gesta a partir de cada lar cristão, como comunidade e escola de fé. Por isso se lhe dá título de “igreja em pequeno” ou “igreja doméstica”.

Pelo sacramento, cada matrimônio cristão deve ser transparente e testemunha do amor de Cristo para com sua Igreja. Cada casal recebe a missão de traduzir em sua vida o amor generoso, fiel, fecundo e heróico de Cristo. Mas não é fácil obter em nossas famílias essa presença viva do Senhor. Não é fácil evangelizar nossas famílias, p.ex. estimulando a oração em comum, a frequen¬cia dos sacramentos, a leitura bíblica ou espiritual, o ambiente religioso, os costumes cristãos…

4. O lar de Maria, em Nazaré, representa o modelo de todo lar cristão. Ali Jesus era o centro e sua presença enchia a vida inteira da pequena família. O divino e o humano se entrelaçavam em uma síntese perfeita. Para Maria, conversar com seu Filho Deus já era rezar.

Certamente isto representava uma situação excepcional, impossível de imitar. Entretanto, Maria pode e quer educar hoje nossas famílias segundo o espírito de Nazaré. E é urgente que o faça. Porque na medida em que se descris¬tianiza o ambiente exterior, se redobra a impor¬tância da família cristã como escola da fé. Já não é evidente que os filhos, pelo fato de terem sido batizados, conservarão para sempre a fé.

No futuro, só aqueles pais que conscientemente fazem de seu lar uma imitação do lar de Nazaré, poderão confiar em exercer uma in¬fluência de fé, duradoura e profunda, no coração de seus filhos.

Perguntas para a reflexão

1. De que maneira posso contribuir com esta missão familiar?
2. Estou no campo de luta ou sou um simples espectador?
3. Sou consciente que tenho uma missão divina como membro de minha família?

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