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A
Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família |
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A Igreja começa o ano
celebrando a festa de Santa Maria, Mãe de Deus. Assim quer
colocar-nos, ao começo do ano, sob a proteção d'Aquela que é
Mãe, não apenas de Deus, mas também de todos nós. Além disso, o
mundo cristão celebra hoje a Jornada pela Paz, instituída pelo
Papa Paulo VI.
O Papa nos convida, hoje, a todos nós a rezar e a lutar pela
paz. Todos nós desejamos a paz, especialmente ao começo do ano.
Para construir a paz há que lutar. Só no céu possuiremos a paz
de Cristo para sempre. Aqui na terra é necessário construí-la e
conquista-la a cada instante. E para isso há que lutar.
Cristo é o “Príncipe da paz”, como anunciou o profeta Isaías,
mas Ele é também sinal de contradição. Porque a paz que Ele
traz, por basear-se no amor, contradiz nosso egoísmo. Por isso,
sem luta no há vitória sobre o egoísmo, nem amor, nem paz de
Cristo.
A paz de Deus não é a paz dos sepulcros, mas uma paz viva, fruto
de muitas buscas, de muitos esforços, de muitas tensões.
Não devemos ter medo às tensões entre irmãos. A paz deve ser
construída entre todos, e isto supõe necessariamente tensões.
Haverá tensões, porque cada um tem que fazer uma contribuição
distinta à paz de seu país. E porque custa reconhecer os limites
da contribuição própria e a necessidade da contribuição do
outro.
Somente Cristo é o “Príncipe da paz”. No coração de todos os
demais - de cada homem, de cada grupo, de cada classe ou partido
- há egoísmo e falta de amor. Não podemos dividir o mundo entre
bons e maus, entre pacíficos e opressores: todos nós temos um
pouco de tudo.
Talvez a mim me oprimam na fábrica ou no escritório, mas talvez
eu oprima também a meus familiares, ou a minoria de meu grupo.
E a quem eu chamo opressor é oprimido, por sua vez, por outros
mais fortes. Todos nós temos que vencer o gérmen da opressão que
cada um leva dentro de si.
Por isso não há verdadeira paz se não é conquistada entre todos.
A ordem pode ser imposta, a paz não: deve surgir do fundo dos
corações, da vontade de respeito mútuo e de colaboração com os
demais.
A paz há que ser construída com as armas de paz. E Cristo nos
prescreve uma só: o amor. Mas um amor como o dEle, que repudia o
ódio sob todas as formas, também o ódio ao inimigo. Um amor como
o de Maria, que perdoou aos que mataram seu Filho.
Diante da impaciência por alcançar rapidamente uma sociedade na
qual possamos viver unidos por uma verdadeira paz entre irmãos,
há aqueles que podem ser tentados a acelerar essa paz e esquecer
do amor. Um cristão nunca pode fazê-lo. Um cristão nunca pode
predicar o ódio. O ódio leva a morte do outro. E o que nós
queremos não é a morte sim a reconciliação, o perdão, a
conversão daquele que se fecha ao amor. E a ninguém se converte
matando, aniquilando, marginalizando.
Queridos irmãos, peçamos à Sma Virgem que Ela se mostre a todos
nós como Rainha da Paz. Que Ela vença todos os ódios, rancores,
violências e desejos de vingança nos corações.
E que Ela, neste ano novo, nos ajude a construir um mundo melhor
e a lutar para convertê-lo em uma terra de paz. Que Ela nos
ajude a construir essa paz juntos, segundo o projeto histórico
que Deus tem para cada um de nós.
Perguntas para a reflexão:
1. Ajudo a construir a paz na (o):
minha família,
meu trabalho, meu lugar de estudo,
meu bairro, minha paróquia?
Se desejar subscrever-se, comentar o texto ou dar seu
testemunho, escreva para: pn.reflexiones@gmail.com |
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Terço dos
Homens, uma campanha em prol das famílias do Brasil e do mundo.
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