A Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família

Padre Nicolas

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Espiritualidade Laical
Fala-se muito hoje da “hora dos laicos”. O Padre Kentenich, o fundador do Movimento de Schoenstatt, o explica: A mobilização total do inferno nos exige tomar consciência de que cada um deve estar presente, de que cada um deve ser apóstolo e soldado de Cristo. Hoje em dia os laicos devem estar adiante, devem lutar pelo cristianismo.

Podemos agregar: “Chegou a hora dos laicos marianos”. Creio que tudo isso nos dará uma consciência mais clara de nosso estado laical e de nossa missão laical. Temos que cultivar essa consciência em nós. Não é suficiente que o saibamos, tem que penetrar em nosso sentimento e nosso coração. E essa é também a base para que sejamos mais autônomos como laicos.

O dito sobre “a hora dos laicos” refere-se também a vocação dos laicos a santidade.

Antes, para ser santo, dever-se-ia entrar em um convento ou torna-se sacerdote. Para usar uma imagem do Padre Kentenich, essa gente viaja num trem expresso rumo ao céu. E agora são convidados também os laicos a subir no mesmo trem da santidade.

Para uma espiritualidade laical é então importante, integrar tudo o que forma parte do mundo laico: o mundo, o trabalho, a família, a sociedade. Tudo isso há de ajudar o laico a crescer no caminho rumo a santidade. Não pode ser, por isso, uma cópia da espiritualidade monacal ou sacerdotal. Tem que enfocar o mistério cristão desde una óptica laical.

Maria, exemplo preclaro de uma espiritualidade laical vivida.

Ela é exemplo notável de uma vida laical inserida no mundo. Não caracterizam a Virgem Maria os milagres nem as coisas extraordinárias visíveis em sua vida. O mais importante se realiza n'Ela em meio a singeleza e simplicidade do cotidiano, dos afazeres de dona de casa, como mulher do povo. Ela não pratica uma “fuga do mundo”, se não se santifica inserida no mundo.

Maria está centrada no Deus da vida. A Ele o segue no claro-escuro da fé. Crê na Providencia de Deus Pai, até suas últimas conseqüências: em Belém, no Egito, em Nazareth e no Gólgota.

A espiritualidade laical de Maria não tem nada de livros. Tudo n'Ela possui o vigor de um trato pessoal com o Senhor e a preocupação maternal pelos homens em suas necessidades cotidianas. Sua santidade se realiza dentro das ocupações “profanas”: seus deveres de mãe, esposa, dona de casa e boa vizinha.

Maria se sente e sabe profundamente comprometida com seu povo de Israel. Sabe que por haver aceitado ser Mãe do Messias, ocupa um lugar crucial na história. E não se acovarda mesmo que seu compromisso a leve a estar junto a cruz e uma espada atravesse seu coração.

Essa Virgem, nossa irmã e mãe, companheira e colaboradora do Senhor, encontra o alimento de sua espiritualidade no contato vivo com o Deus da vida. Escuta suas palavras meditando-as em seu coração e colocando-as em prática. Sua participação na comunidade cristã primitiva, em suas reuniões eucarísticas, deve haver sido extraordinariamente profunda. Quem podia estar mais compenetrada que Ela da renovação do sacrifício de Cristo, logo de haber-se oferecido com Ele como uma só hóstia ao Pai.

Por tudo isso, Maria é exemplo preclaro de uma vida laical, de uma santidade em meio do mundo. Por Ela temos que guiar-nos e sua espiritualidade havemos de imitar.

Perguntas para a reflexão

1.    Como poderíamos como laicos assumir mais responsabilidades na vida e expansão da Igreja?
2.    O que me diz a frase: Todos estão agora chamados a transformar-se em santos, cada um em seu ambiente.
3.    Como me imagino o dia a dia de Mara?

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Tradução: Lena Barros de Ortiz. União de Familias no Paraguay

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