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A
Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família |
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Fala-se
muito hoje da hora dos laicos. O Padre Kentenich, o fundador do Movimento de
Schoenstatt, o explica: A mobilização total do inferno nos exige tomar consciência de
que cada um deve estar presente, de que cada um deve ser apóstolo e soldado de Cristo.
Hoje em dia os laicos devem estar adiante, devem lutar pelo cristianismo.
Podemos agregar: Chegou a hora dos laicos marianos. Creio que tudo isso nos
dará uma consciência mais clara de nosso estado laical e de nossa missão laical. Temos
que cultivar essa consciência em nós. Não é suficiente que o saibamos, tem que
penetrar em nosso sentimento e nosso coração. E essa é também a base para que sejamos
mais autônomos como laicos.
O dito sobre a hora dos laicos refere-se também a vocação dos laicos a
santidade.
Antes, para ser santo, dever-se-ia entrar em um convento ou torna-se sacerdote. Para usar
uma imagem do Padre Kentenich, essa gente viaja num trem expresso rumo ao céu. E agora
são convidados também os laicos a subir no mesmo trem da santidade.
Para uma espiritualidade laical é então importante, integrar tudo o que forma parte do
mundo laico: o mundo, o trabalho, a família, a sociedade. Tudo isso há de ajudar o laico
a crescer no caminho rumo a santidade. Não pode ser, por isso, uma cópia da
espiritualidade monacal ou sacerdotal. Tem que enfocar o mistério cristão desde una
óptica laical.
Maria, exemplo preclaro de uma espiritualidade laical vivida.
Ela é exemplo notável de uma vida laical inserida no mundo. Não caracterizam a Virgem
Maria os milagres nem as coisas extraordinárias visíveis em sua vida. O mais importante
se realiza n'Ela em meio a singeleza e simplicidade do cotidiano, dos afazeres de dona de
casa, como mulher do povo. Ela não pratica uma fuga do mundo, se não se
santifica inserida no mundo.
Maria está centrada no Deus da vida. A Ele o segue no claro-escuro da fé. Crê na
Providencia de Deus Pai, até suas últimas conseqüências: em Belém, no Egito, em
Nazareth e no Gólgota.
A espiritualidade laical de Maria não tem nada de livros. Tudo n'Ela possui o vigor de um
trato pessoal com o Senhor e a preocupação maternal pelos homens em suas necessidades
cotidianas. Sua santidade se realiza dentro das ocupações profanas: seus
deveres de mãe, esposa, dona de casa e boa vizinha.
Maria se sente e sabe profundamente comprometida com seu povo de Israel. Sabe que por
haver aceitado ser Mãe do Messias, ocupa um lugar crucial na história. E não se
acovarda mesmo que seu compromisso a leve a estar junto a cruz e uma espada atravesse seu
coração.
Essa Virgem, nossa irmã e mãe, companheira e colaboradora do Senhor, encontra o alimento
de sua espiritualidade no contato vivo com o Deus da vida. Escuta suas palavras
meditando-as em seu coração e colocando-as em prática. Sua participação na comunidade
cristã primitiva, em suas reuniões eucarísticas, deve haver sido extraordinariamente
profunda. Quem podia estar mais compenetrada que Ela da renovação do sacrifício de
Cristo, logo de haber-se oferecido com Ele como uma só hóstia ao Pai.
Por tudo isso, Maria é exemplo preclaro de uma vida laical, de uma santidade em meio do
mundo. Por Ela temos que guiar-nos e sua espiritualidade havemos de imitar.
Perguntas para a reflexão
1. Como poderíamos como laicos assumir mais responsabilidades na
vida e expansão da Igreja?
2. O que me diz a frase: Todos estão agora chamados a transformar-se em
santos, cada um em seu ambiente.
3. Como me imagino o dia a dia de Mara?
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Tradução: Lena Barros de Ortiz. União de Familias no Paraguay |
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Terço dos
Homens, uma campanha em prol das famílias do Brasil e do mundo.
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