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A
Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família |
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Dificuldades para o
Diálogo
entre
Gerações
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Uma frase de um escritor
contemporâneo, bastante cínica ma nem por isso menos real, diz:
"Quando encontro a dois homens, um velho e outro jovem, que
caminham juntos sem achar nada que dizer sei que são pai e
filho".
Mas o diálogo entre gerações, tão necessário, não é fácil. Prova
disso é que são raros os lares onde se pratica de maneira
constante. O que acontece é que numerosos obstáculos se
interpõem entre os que deveriam ser interlocutores permanentes.
Os obstáculos exteriores. Um é o abusivo hábito da televisão.
Quando os membros da família se encontram reunidos diante desse
aparelho, se poderia pensar que estão unidos. Mas não nos
enganemos: trata-se de um falso diálogo que não tem deste mais
que as aparências. Pronunciam-se talvez muitas palavras, mas não
existe intercambio de idéias profundas. O diálogo superficial é
obstáculo para o diálogo profundo. Nesse sentido, a televisão é
um terrível instrumento de silêncio.
Outro obstáculo exterior é o culto extremado aos negócios.
Quantos homens deixam-se fascinar por este novo deus, e, para
servi-lo, desequilibram toda sua vida. Por trás disso está a
religião do "ter": é preciso ter, não do “ser”, ter sempre mais
e mais, sem limites.
Por isso há que dedicar todo o tempo possível aos negócios, às
preocupações profissionais, e já não sobra tempo para dedicar à
educação dos filhos. Porque tempo é dinheiro. E quem está
disposto a perder dinheiro? E assim abandonam àqueles que
fundamentalmente teriam direito a eles e a sua vida: os filhos.
Um terceiro obstáculo: as obrigações sociais. Às vezes são
numerosas e consomem tempo. O pouco importante, ocupa todo o
tempo. O que devera ser considerado importante por cima de tudo,
a educação dos filhos, passa a ser secundário e os pais deixam a
outros essa função.
Ademais desses obstáculos exteriores, há outros problemas
interiores mais graves. Muitos pais não se animam a dialogar com
seus filhos porque se consideram incapazes disso.
Esta incapacidade vem, frequentemente, de uma má consciência e
do medo de ser desmascarado. Aceitar o diálogo é tirar a
máscara. Os pais chegam inevitavelmente a mostrar sua alma e
expõem-se ao implacável juízo do filho, principalmente do
adolescente. Porque o jovem dificilmente perdoa os erros,
critica com severidade as fraquezas e examina os fracassos. E
então muitos pais, abrumados por seus erros e faltas, quando se
vêem cara a cara com seu filho na hora da verdade, fogem para
ocultar sua vergonha e -como é comum dizer- salvar sua
autoridade. Mas o que menos salvam assim é sua autoridade
perante aos filhos.
Outra origem desse silêncio é a debilidade intelectual. Não
poucas vezes sucede que o jovem de hoje seja mais aberto que os
adultos, mais informado. E assim o diálogo entre gerações
torna-se difícil. Então é mais fácil fugir do diálogo e
fechar-se ainda mais em seu estreito mundo, para não ter que
descobrir seus limites.
Outro obstáculo notório é o desânimo. Pode ser diante da atitude
agressiva do adolescente. A agressividade própria dessa época é
em si mesma sana, desejável e –diria eu- indispensável para o
crescimento da personalidade.
Por outro lado, a submissão passiva ou capitulação diante das
forças adversas seria negativa. Não obstante, essa agressividade
do adolescente desperta pouca simpatia nos que o rodeiam.
Contradiz a todos, reclama sem parar e provoca com particular
prazer seus pais que são a encarnação da autoridade. Nada que os
pais façam ou digam vale para os filhos. Estão sempre
equivocados.
Diante dessa atitude, os pais se vêem tentados a abandonar a
luta e deixar que o filho se ajeite por si mesmo. Fugirão então
do diálogo, julgando-o inútil e supérfluo. Um muro de silêncio
se levanta entre eles...
Perguntas para a reflexão
1. Sinto-me enquadrado em algum desses pontos?
2. Como qualifico o diálogo com meus filhos?
3. Que experiência tenho, de diálogo com adolescentes?
Se desejar subscrever, comentar o texto ou dar seu testemunho,
escreva para: pn.reflexiones@gmail.com |
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