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A
Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família |
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Diálogo ou Desentendimento Conjugal? |
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Como está
nosso diálogo, o momento decisivo da comunhão conjugal? A falta
de diálogo é a pior enfermidade do matrimônio, uma enfermidade
que o carcome por dentro. Por isso, periodicamente deveríamos
revisar nosso sistema de diálogo: quando dialogamos? Por que não
dialogamos?
Aqui podemos recordar que existe uma diferencia entre homem e
mulher: as mulheres têm uma necessidade e uma capacidade de
diálogo muito maior que a do homem. Ademais giram
permanentemente em torno às pessoas, enquanto que os homens
geralmente se interessam mais pelas coisas. Por isso, ao homem
lhe custa mais dar-se, entregar-se a si mesmo, dialogar. Por
outro lado, a mulher cai facilmente em sua riqueza afetiva, pode
tornar-se susceptível e rancorosa.
O auge do diálogo é a união conjugal. Deveria culminar o diálogo
que já em palavras não pode expressar-se. É talvez a experiência
humana mais parecida à comunhão e a que mais lhes pode ajudar a
prolongar ou preparar bem a comunhão eucarística. Daí a
importância de realizar esse ato com o espírito em que Cristo se
nos dá: com a generosidade, o respeito, a abertura para a vida,
com a consciência de que é algo santo.
A comunhão é comunhão de fidelidade. É necessário rever, como
anda nossa fidelidade. Cristo não se nos dá uma única vez, mas
Ele está sempre, todos os dias oferecendo-nos a mesma comunhão,
e não se cansa apesar de nossos pecados. Nós, como andamos nessa
fidelidade, em ter a mesa sempre preparada?
Tudo isto ajuda a prolongar e preparar a comunhão com Cristo na
missa. Uma autêntica comunhão conjugal é um dos melhores
caminhos para a Eucaristia.
Que é o núcleo, o essencial em nossa Aliança matrimonial? É o
dom do coração, o dom do íntimo de cada um. Os cônjuges hão de
abrir seus corações e dar-se mutuamente sua intimidade, sua
profundidade. É fácil dar coisas, mas é difícil dar-se, regalar
o interior, a intimidade. Por isso, nos custa o diálogo
conjugal.
E não sei quantos matrimônios conseguem realizar realmente bons
diálogos profundos que não terminem em discussão ou briga.
Algumas dificuldades. Aí está sentada a senhora suspirando com
os problemas inventados da telenovela. Em compensação não tem
tempo para escutar os problemas reais do marido. E vice-versa.
É difícil encontrar o tempo e, principalmente, encontrá-lo no
momento em que o outro me necessita. Só é possível se estou
disposto a renunciar a certas coisas, a deixar certas coisas
quando vejo que o outro busca meu apoio e minha compreensão.
O homem, geralmente menos pessoal e menos comunicativo por
natureza, prefere seu trabalho por encima de tudo. Quando chega
a casa a noite, busca a tranquilidade total e se considera em
estado de completo relaxamento. Tem, por isso, a tendência a
deixar a um segundo plano todos os problemas do lar. Considera
que o exercício de sua profissão já lhe há brindado sua
correspondente porcentagem de preocupações e responsabilidades
do lar. O silêncio é seu refúgio.
Outro fator psicológico: o medo de dar o braço a torcer. Ao fim
de um intercâmbio efetivo, existe muitas vezes certo número de
verdades que é necessário serem reconhecidas, certos feitos dos
quais não se possam esquivar, certas concessões que terá que
fazer. Entretanto, o orgulho de ambos os cônjuges lhes sugerirá,
com frequência, que mais vale fugir do diálogo, porque este
poderia conduzir a estas concessões desagradáveis. Comunicar-se
com o outro é outorga-lhe certo domínio sobre si. E por temor a
ser sutilmente dominado, prefere uma atitude de não abertura
para proteger-se.
Perguntas para a reflexão
1. Quais são os obstáculos para um melhor diálogo?
2. Sou daqueles que fogem do diálogo?
3. Dialogamos ou brigamos?
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