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A
Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família |
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A Quaresma é um tempo
privilegiado para afinar a meta de nossa vida e repassar nossos objetivos. Às vezes
resulta uma revisão dolorosa e que exige sacrifícios.
Jesus também passou por isso. Duvidou, buscou, foi tentado, ao largo de sua vida,
e se impôs pela força e poder.
Reflexionemos sobre suas três tentações e veremos que são as nossas também.
1. A primeira, poderíamos chamar de tentação do consumo. "Diga que estas pedras se
convertam em pão". É dizer, se quiseres, podes dar de comer a todos os homens.
Sofrem, têm fome, não têm trabalho - podes assegurar-lhes o bem estar material que
desejam. Podes fazer milagres, o "milagre econômico".
Ele responde: "Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de
Deus". Mas Jesus não nos pede que nos desinteressemos dos bens temporais. No Pai
Nosso nos faz pedir: "Dá-nos hoje nosso pão de cada dia". Temos que lutar pelo
pão de cada dia. Temos que lutar por nós e por todos os homens.
O que o Senhor nos pede é lutar contra a alienação do consumo e contra a ilusão de
crer que a felicidade do homem coincide com a meta do consumo. Ele nos diz que o coração
do homem reclama outros alimentos diferente do "ter". E os pais entre nós sabem
muito bem que seus filhos não só necessitam bem estar material, mas que precisam também
de seu tempo, sua atenção, sua palavra e seu amor.
Como uma criança, o homem necessita do amor de Deus seu Pai, desse Deus que falou e que
tem algo que dizer-nos. E enquanto os homens não escutem esta palavra e enquanto não
tratem de vivê-la, persistirá neles uma fome insatisfeita que os converterá em homens
subalimentados e infelizes.
Todos formamos parte de nosso mundo e de nossa sociedade. E todos somos escravos do
consumo, de uma ou outra forma: Pensemos no nosso carro, esse pequeno deus; no conforto da
casa; nos brinquedos das crianças nos livros, que tal vez nunca serão lidos; em nossos
vestidos e nossa roupa, etc.
Temos fome de pão, fome de coisas materiais. Mas, temos também fome de Deus?
2. A segunda tentação de Jesus é a tentação do poder, a tentação de utilizar
a força de seu Pai em proveito próprio. Mas Ele a rejeita: "Não tentarás ao
Senhor, teu Deus". É dizer: Tu não exigirás que Deus se coloque a teu serviço. Tu
és quem há de servi-lo. A força de Jesus consiste em colocar-se plenamente a
disposição de seu Pai, para servir aos irmãos.
Nós não nos livramos da tentação de utilizar a Deus, de colocá-lo a nosso lado, é
dizer, de metê-lo em "nosso bolso". Quantas vezes, a través da história,
grupos humanos, nações, governos, exércitos ou partidos políticos tentaram
aproveitar-se dos cristãos, da Igreja, de Deus, para levar a cabo seus próprios
projetos!
E nós mesmos, não rezamos muitas vezes o Pai Nosso às avessas: "Pai Nosso que
estais no céu, faça-se minha vontade. É dizer, nos colocamos no centro, nos
fazemos deus, no lugar dEle. E quantos homens se afastam assim de Deus, porque Deus não
os obedeceu!
3. A tentação da idolatria. Talvez pensemos: esta vez não me toca, são os pagãos os
que adoram aos ídolos.
Mas também em nosso mundo de hoje surgiram muitos ídolos: Desde o grande ídolo do
dinheiro que adoramos todos, um pouco mais
ou menos. Até a multidão de ídolos
ante os quais nos ajoelhamos diariamente: o maço de cigarros, ou a boa comida, a
televisão, a moda, nosso corpo, também nossas idéias ou projetos.
Todos esses deuses fazem que pouco a pouco, e talvez sem dar-nos conta, vivamos
inclinados, incapazes de viver de pé e de poder ajoelhar-nos livremente ante o único
Deus.
Perguntas para a Reflexão
1. Por que tipo de felicidade estou lutando?
2. Que mundo estou construindo?
3. Sou "explorador" de Deus, ou sou seu servidor e servidor de meus irmãos?
Se deseja subscrever-se, comentar o texto ou dar seu testemunho, escreva para:
pn.reflexiones@gmail.com
Tradução: Lena Barros de Ortiz. União de Familias no Paraguay |
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Terço dos
Homens, uma campanha em prol das famílias do Brasil e do mundo.
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