A Intermediação de Maria Mãe de Deus, e nossa, para nos levar ao Cordeiro de Deus

 
Padre Nicolas

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A salvação se decide na prática
No livro de Isaías do Antigo Testamento se anuncia a reunião de todas as nações, línguas e raças num só povo eleito. No Novo Testamento, Jesus diz a seus conterrâneos que virão estrangeiros do Norte e do Sul, do Oriente e Ocidente, para sentar à mesa do Reino de Deus.

Esta universalidade da salvação de Deus nos deixa ainda sem saber nada sobre o número dos que se salvarão. Basta-nos saber que Deus chama a todos, que a porta que conduz ao Reino é estreita e pode fechar a qualquer momento. O único que importa é a conversão ao Evangelho. Tudo mais é simples curiosidade que nos distrai perigosamente.

O Evangelho é salvação para os que o escutam responsavelmente, sejam ou não descendentes de Abraão ou católicos desde seu nascimento. Escutar responsavelmente o Evangelho é viver-lo, praticar-lo na vida diária.

E isto não é nada fácil. Por isso Jesus diz que a porta é estreita e que apenas os que se esforçam entrarão por ela no Reino de Deus.

Não basta escutar sermões ou ir à missa todos os domingos. Não são as práticas piedosas as que nos salvarão. Tudo isso tem seu valor, mas só quando nos ajuda e anima a viver nossa fé na vida diária: em nossa vida pessoal e familiar, nossa vida social e profissional, nossa vida política...

No último dia, o Senhor reconhecerá apenas aqueles que agora e aqui o reconhecem nos homens. Reconhecer a Jesus nos homens é reconhecer a dignidade de cada ser humano, respeitar seus direitos, ter em conta suas necessidades e, principalmente, solidarizar-se com os pobres, os marginalizados, os oprimidos. Qualquer coisa que façamos a um desses, ao Senhor mesmo o estamos fazendo.

“Há últimos que serão primeiros e primeiros que serão últimos”. Chegará o grande Dia do juízo, e então a surpresa virá implacavelmente sobre muitos que acreditavam ser os verdadeiros cristãos.

E esses, que pensavam ser os primeiros, dirão: “Senhor, abra-nos”. E o Senhor lhes responderá: “Não sei quem sois”. E eles começarão a dizer: “Havemos comido teu pão e bebido teu sangue, teu Evangelho há sido predicado em nossas igrejas”.

Mas a lembrança de todas essas práticas religiosas não servirá de nada se não for acompanhada da prova verdadeiramente decisiva no juízo: o amor aos demais, principalmente aos necessitados.

Chegará o grande Dia do juízo, e então virá felizmente a surpresa para muitos homens do oriente e ocidente, do norte e do sul. São os que praticaram no mundo a mensagem cristã do amor.

Por isso, o Senhor lhes abrirá a porta, os sentará a sua mesa e lhes dirá: “Venham, benditos de meu Pai, herdem o Reino. Porque tive fome, e me deram de comer; tive sede, e me deram de beber; fui peregrino, e me acolheram...”

Os primeiros para Deus são com frequência os últimos para os homens. Porque Deus não julga segundo as aparências, mas pelo que vê no coração.

Há um cristianismo oficial que é bom quando expressa autenticamente em palavras e obras as atitudes da fé, da esperança e do amor mas que é vã hipocrisia quando não é assim.

Por outro lado, há outro cristianismo sem nome, anônimo, que não se expressa em ritos e palavras, mas que realiza na vida a mensagem de Cristo.

A verdade cristã é eminentemente prática. Consiste na conversão do homem para uma ordem nova, na qual habita a justiça, a paz, a fraternidade e o amor. Os homens que trabalham por esses valores, se salvarão e ocuparão os primeiros lugares.

Queridos irmãos, esforcemo-nos para que Deus nos encontre também entre eles e nos deixe entrar em seu Reino celestial.

Perguntas para a reflexão

1. Como vivo meu cristianismo durante a semana?
2. Que ações faço em prol dos necessitados?
3. Meu cristianismo se nota em meu ambiente laboral, familiar…?

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