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A
Santa Missão de Nossa Senhora em prol da Família |
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Circunstâncias. A
oração de Jesus - igual a nossa - não era algo automático, que Ele
colocava em marcha quando queria. Tinha que escolher bem o lugar: o
deserto, a solidão de um monte. Tinha que escolher também o momento,
as circunstâncias que inspiravam e favoreciam a oração
Em sua existência tão cheia de ocupações - como é a nossa -
resultava muitas vezes difícil encontrar o tempo necessário. Então
tinha que levantar-se de madrugada, ou se retirava ao entardecer, ou
velava durante a noite.
E inclusive às vezes, quando lhe impedia a presença de seus
discípulos, os mandava subir no barco e os enviava para a outra
margem do lago.
Frequentemente, Jesus orava sozinho. Sua relação excepcional com o
Pai explica este modo singular de orar, nem sequer os mais íntimos
discípulos tem acesso.
Por que ora? Qual era essa oração que Jesus se empenhava tanto em
proteger? O que tinha que pedir Ele, o filho de Deus, que graça ou
que ajuda?
Podemos pensar que Jesus orava para nos dar bom exemplo! Um teólogo
moderno diz acertadamente: “Se a oração de Cristo tem algum sentido
para nós, se é um exemplo, então é porque acima de tudo tem um
sentido para Ele mesmo.”
Assim como nós, Jesus não teve sempre a mesma claridade de
consciência, nem a mesma concentração de atenção. Ele foi vulnerável
as impressões e sensível as influências. Teve necessidade de se
recolher para pensar melhor o que pensava e para saber melhor o que
sabia.
Encontro com o Pai. Afastava-se com freqüência da multidão, cansado
de sua incredulidade: “raça incrédula e perversa, até quando os
suportarei?” Ou tinha pena pela dureza de seu coração, impaciente
por sua obstinação e sua lentidão para compreender: “Tendes a mente
fechada?”, pergunta-lhes em uma oportunidade.
Então necessitava acalmar-se, consultar em seu interior com o Pai,
para encontrar o sentido verdadeiro de sua missão, sua indulgência
para com os homens, sua fé em sua força de redenção. E logo voltava
para os seus, renovado e sereno.
A vontade do Pai. Jesus conheceu a tentação que lhe chegava com o
sofrimento, com a solidão, com o medo. Necessitava expressar o que
lhe subia espontaneamente aos lábios: “Pai, livra-me desta hora! Pai
se é possível, afasta de mim este cálice!”
Graças à oração, Cristo ia aprofundando, encontrando sua verdadeira
natureza. Lembrava-se de onde vinha e aonde ia. Voltava a sentir-se
FILHO e uma vez unido assim com seu Pai, já não tenha mais que uma
só oração: “Pai, que se faça sua vontade!”. Era sua melhor oração, a
culminação de todas suas orações.
E nós? Se quisermos saber o estado de nossa vida cristã, só
necessitamos observar como rezamos.
Talvez não saibamos rezar. Sabemos conversar com nossos amigos,
nossos companheiros horas e horas. Mas não sabemos falar, conversar
com Deus nem sequer uns poucos minutos por dia.
Quanto mais simples e filial é nossa oração, tanto mais lhe agrada a
Deus. Deus busca ao homem simples, que fala com Ele, como uma
criança com seu pai. A atitude filial, atitude fundamental do ser
humano diante de Deus, é também a atitude na oração diante de Deus.
Queridos irmãos, o grande exemplo de Cristo, de Maria, e dos Santos
quer nos desafiar e nos animar a uma vida de oração mais séria, mais
intensa, mais profunda.
Perguntas para a reflexão
1. Escolhemos bem o lugar e o momento da oração dedicamos suficiente
tempo?
2. Consideramos a oração seriamente como o alimento e a respiração
da alma?
3. Nossa oração é realmente uma conversa pessoal e espontânea com
Deus?
Se deseja subscrever-se, comentar o texto ou dar seu testemunho,
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Terço dos
Homens, uma campanha em prol das famílias do Brasil e do mundo.
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