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A
Intermediação de Maria Mãe de Deus, e nossa, para nos levar ao
Cordeiro de Deus |
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A indulgência é
uma virtude de muita importância, mas bastante difícil na vida em
comunidade. A indulgência com as faltas dos irmãos, se traduz em
perdoa-lhes, expia-las, compreendê-las, ignora-las. O Padre
Kentenich, fundador do Movimento de Schoenstatt, explica: “a
comunidade não é só graça condensada, mas também pecado original
condensado. O realismo cristão nos indica, então, que os grupos
humanos não são somente uma “comunidade de santos”, mas também “uma
comunidade de pecadores”.
E quando tenho conhecimento da falha de um irmão, a tentação é muito
grande de criticá-lo em seguida ou em forma indevida (pelas costas).
É nesses momentos que devemos cuidar nossa língua. Se, querem
examinar se tomam em sério o amor entre vocês, nesse ponto podem
verificá-lo. E temos os critérios quando se trata de criticar a um
irmão ausente:
1. Pelas costas eu digo só aquilo que diria também em sua presença.
2. Pelas costas eu digo só aquilo que gostaria que se dissesse de
mim em caso semelhante.
Agora, como devo atuar como devo me comportar quando descubro faltas
e deficiências nos irmãos? O Padre Kentenich propõe duas atitudes e
um método prático.
Quais são essas duas atitudes?
1. Temos que considerar as misérias humanas como algo evidente.
Porque todos somos seres que carregamos o peso do pecado original.
Isto não devemos nem podemos esquecer nunca. É natural que eu tenha
faltas. É natural que também meus irmãos tenham falhas. E assim como
tenho que suportar diariamente meus próprios defeitos e limitações,
assim hei de aguentar também as debilidades alheias.
2. Sendo assim a situação do homem, devemos, em segundo lugar,
aproximarmos ao irmão que falha com muita benevolência. Nenhum de
nós é juiz, nem de vivos nem de mortos.
Benevolência é una “certa tolerância que parece não ver certas
deficiências notáveis”. É o contrário “daquela triste perspicácia
que alguns têm para ver defeitos ocultos”. Benevolência presume
também certo talento para descobrir ouro em cada um. E, em cada um
de nós há quantidades de lingotes de ouro. Só precisamos um sentido
para descobrir o que há de bom no irmão.
E então o Padre Kentenich faz uma comparação: não devemos ser como o
escaravelho. O escaravelho pode passar pelos manjares mais saborosos
e delicados, mas não lhe interessam. Busca só os desperdícios, o
descomposto. Nós devemos ser como a abelha. Ela voa por todas as
partes, mas só se detêm no néctar.
O método prático quando descubro num irmão um defeito
1. Devo me perguntar por acaso eu não tenho o mesmo defeito? E
muitas vezes terei que responder que tenho. Talvez se manifeste de
modo diferente. Ou talvez não tenha a mesma falha, mas hei de
reconhecer que tenho outras e ainda maiores que meu irmão.
2. Em segundo lugar, antes de chamar a atenção ao irmão, devo tratar
de vencer em mim esse defeito. Devo esforçar-me nesse campo, ao
menos durante certo tempo.
E depois de haver cumprido com essas duas condições, posso falar com
meu irmão e dizer minha crítica. Poderei ser mais objetivo, e o modo
de chamar-lhe a atenção necessariamente será mais cuidadoso,
moderado e digno.
Perguntas para a reflexão
1. Temos mentalidade de escaravelho ou de abelha?
2. Falo em ausência dos demais?
3. É fácil para eu ver o positivo dos demais?
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